sábado, 11 de maio de 2013

De Que Adianta...

De que adianta lindos olhos azuis
Se eles escondem uma mentira

De que adianta uma boca carnuda
Se ela não pronuncia a verdade

De que adianta uma mão suave e delicada
Se ela só tem atitudes ásperas

De que adianta um lindo busto
Se não guarda um coração honesto

De que adiante ser uma mulher linda
Se sua alma vive no pecado

Sobre o poema: Esse poema foi escrito em 11/05/13
como forma de consolar meu coração, por descobrir
que o maior a amor da minha vida, era na verdade a
maior decepção da minha vida.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nesse imenso cenário de tolos Não quero ser platéia, mas ser palco

No circo da vida não sou o palhaço
O principal dessa louca tragédia
Invejo-o com os seus nervos de aço
Seus malabáres e suas estratégias
E eu não quero mais nenhum consolo
E nem perfumar-me com o seu talco
Nesse imenso cenário de tolos
Não quero ser platéia, mas ser palco

To querendo subir no picadeiro
Não vou tremer na corda-bamba da vida
Irei mostrar para o mundo inteiro
Que não temerei na longa subida
Mas, se eu tropeçar e cair no solo
Não vou embreagar-me com seu álcool
Nesse imenso cenário de tolos
Não quero ser platéia, mas ser palco

E quando enterrarem minha lona
Será que sentirão falta do meu ato?
Enterrem num deserto em qualquer zona
Coloquem muita areia e asfalto
Se das coisas boas eu fizer rolos
Não irão colocar-me lá no alto
Nesse imenso cenário de tolos
Não quero ser platéia, mas ser palco

Sobre o poema: Esse poema foi escrito em 2004 quando eu era terceiro ano, escrevi porque esse foi um ano que eu me exclui do mundo, sei la...eu tava fechado pra balanço...passando por problemas emotivos...

Lição para vida inteira

Vale mais que mil palavras o desenho
Que sem tinta coloria e dava engenho
Para um cenário repleto de magia
Colorido entre a maestria e a poesia

Em um mundo coberto de fantasia
Um aluno chorava e outro ria
Com todas as fantásticas histórias
Que muitas ainda guardo na memória

Aprendi que o eco é mais forte que o tom
Que a caneta é mais forte que a espada
E a conviver com as pessoas amadas

Aprendi que há elos mais fortes que castelos
Que um tijolo faz falta na muralha
E que no peito tem as guerras mais acirradas

Sobre o poema: Escrevi esse poema em 2005 após passar no vestibular, e ele foi escrito para o meu professor de historia Manoel Afonso.

Saudade Não é Passageira

Aparece assim de repente
Entra sem pedir permissão
Trás uma tristeza iminente
As lágrimas caem no chão

Meche profundo comigo
Detona qualquer emoção
Saudade não é passageira
Se alastra no meu coração

Vem como uma mercenária
Querendo a sua comissão
O luto é sua diária
Sua moeda em emissão

Deixa-me sem um abrigo
Sem numa proteção
Saudade não é passageira
Se alastra no meu coração

Sobre o Poema: Esse poema foi escrito em 2006, quando Rosa que trabalhava aqui em casa faleceu, eu fiquei muito triste e com saudades, depois musiquei o poema no estilo de uma mpb.

Quebra-Cabeça

Sou uma máquina abalável,
Tenho consciência e atitudes.
Sou um ser vivo inigualável,
Por causa das minhas virtudes.

Sinto como se eu tivesse
O quebra-cabeça do mundo;
E quando montado ele me desse
As respostas da vida e de tudo.

Acalmo o asco artificial
Com a ciência da conspiração,
Fazendo facínoras de fac-símile.

Como corpos cujas carnes cuspo;
Vivo vendo aonde o vento vai;
Sou Selvagem,Sórdido e Súbito.

Sobre o poema: Escrevi esse poema porque eu acho que dentro de nós humanos temos a resposta do universo como fosse um quebra cabeça, mas mesmo assim não deixamos de ser animais. Poema escrito em 2003 no segundo ano.

Na ladeira das escolhas Vou Arrastando a Minha Vida

Neste mar de indecisão
Vou tentando respirar
Não arrumo solução
Pros problemas afogar
Fico como uma rolha
Numa garrafa entupida
Na ladeira das escolhas
Vou arrastando a minha vida

Nesta grande aflição
O relógio anda devagar
Parece uma lesma no chão
Sem ter marcado pra chegar
É o tempo que me olha
Não passa a hora distraída
Na ladeira das escolhas
Vou arrastando a minha vida

Pra eu ter um dia de cão
Não é preciso trabalhar
Na cabeça é uma confusão
Que não para de pensar
Qualquer coisa me empulha
Nesta vida estúpida
Na ladeira das escolhas
Vou arrastando a minha vida

Eu pareço um mamão
Talvez um vegetal ao luar
Não tomo uma decisão
Pra minha vida melhorar
Vou ficando como uma folha
Que por uma vaca foi lambida
Na ladeira das escolhas
Vou arrastando minha vida

Sobre o poema: Esse poema foi escrito em 25/06/2005 quando eu estava na faculdade fazendo filosofia, e foi numa época que eu estava muito indeciso se iria continuar no curso ou não, eram muitas dúvidas na minha cabeça e o tempo demorava demais pra passar. Foi o ano mais longo da minha vida.

Monólogo De Um Fantasma

Ando pelo corredor
Das fases da minha vida
Agora não sinto dor
Porque esta é minha partida

Cadáveres Caminham Calados
Póstumos Passam Por Ponte
Brincam Batucando Batidas
Nas Nervosas Nuvens Negras

Cada porta uma idade
Cada quarto uma parte
Da minha miséra vida
Que passou por alguns batida

Corredores, Caixões, Cadáveres
Portas, Passagens, Partida
Bêbados Brindam Bastante
Nas Nevoais Necrófagas Negras

Sou uma noite de inverno no deserto
Sou um mosquito no topo do Everest
Sou o ponto no centro entre o leste e oeste
Sou o Tudo, o Nada, a Sombra da Sobra do Resto

Sobre o poema: A história desse poema é a de um Fantasma, que passa por um corredor e vê várias portas, e cada porta quando ele abre tem um quarto, e dentro de cada quarto é contado uma idade da vida dele. No final do poema o Fantasma sofre uma crise Existencial da sua Inexistência.